domingo, 10 de outubro de 2010

Confusão Interior

Celui qui se transforme en bête se délivre de la douleur d'être un homme. Bom, aqui estou eu mais uma vez escrevendo coisas aparentemente sem sentido aos olhos de quem lê. A questão dessa vez é a confusão interior que nós (ou pelo menos pessoas como eu) sentimos de vez em quando. Evitamos ao máximo sentir alguma coisa por alguem mas as vezes não dá. Negamos ao máximo nossos sentimentos após passar a vida toda se machucando e se decepcionando com as pessoas que quando aquele frio na barriga começa a querer voltar, repelimos. Discutimos/debatemos com amigos que se importam com a gente e que tambem nos importamos com eles sobre essas coisas, que as vezes está tão na cara que estamos sentindo algo e eles riem. Riem da nossa tentativa falha de tentar negar, de tentar repelir e dizer da boca pra fora que não estamos sentindo nada. O fato é que não podemos repelir impulsos 100% humanos. Pelo menos não por muito tempo e as vezes esse é o problema. Passar muito tempo tentando ignorar aquilo dentro de nós que quando nos damos conta já está de uma forma tão intensa que apenas vai acabar causando uma dor ainda maior. E nessas horas viajamos. Sim, viajamos. Damos uma visitada no inferno. Sim, pois ao passar a vida toda sendo deixado de lado e rejeitado. Aprendemos a ler as pessoas, a analisar os fatos de maneira categórica e científica, aguçamos nossa capacidade de dudção, mas não aprendemos a lidar com nossas emoções. E sempre vai ser assim com pessoas como eu. Até chegar uma hora que consiga encontrar alguem que dê valor pelo que realmente somos, que não ligue para nossas falhas e danos internos. Enquanto isso, fazemos post em blogs ouvindo música psicodélicas de Jefferson Airplane com a luz apagada, pois cmo diz a música: "Don't you want somebody to love? Don't you need somebody to love? Wouldn't you love somebody to love? You better find somebody to love".

sábado, 2 de outubro de 2010

Mais de um ano sem postar, mais de um ano de experiências, mais de um ano de idéias e modos de pensar.

Bom, aqui estou eu após mais de um ano sem postar. Não vou dizer que postei pq não tive tempo, ou pq estive atolado de estudos e trabalho. Não postei pq não estava com vontade mesmo. Não iria ficar fazendo um post por dia apenas para manter as coisas atualizadas por aqui. Mas... nesse um ano e alguns meses muitas coisas aconteceram, pessoas apareceram e sumiram. Amizades, amores, compaixões... apareceram e sumiram como pó na ventania. As vezes decidimos que é melhor não nos aproximarmos de mais ninguem, manter-nos reclusos em nosso pequeno mundo e evitar se relacionar, seja amorosamente ou fraternamente com outras pessoas. Essa realmente é a melhor alternativa. Porém, algumas vezes encontramos pessoas que nos fazem quebrar esse padrão. Algumas aparecem em nossa vida do nada e quando achamos que seriam super importantes, elas meio que abandonam a gente. Outras aparecem na mais pura coincidência e em pouco tempo já conquistam um espaço importante no mundo que era pra ser apenas de nós misantropos. Mas o mais engraçado é que aquelas que mais conquistam um espaço no nosso mundo recluso são aquelas que a gente achava que nunca viria falar com a gente. Aquelas que estavam sempre com o resto das pessoas com quem andamos mas ficavam quietas conversando pouco. Como eu disse (ou acredito ter dito alguma vez por aqui), as pessoas são estranhas. Todo mundo é um pouco idiota, um pouco hipócrita e mentiroso. Nesse aspecto todos são iguais. Porém, cada um possui uma característica diferente, um enigma, um pensamento diferente. E esse é um dos motivos que tornam o ser humano tão fascinante. Bom, como eu disse... passei por todas essas experiências. Algumas pessoas vieram.. algumas foram... as que eu achei que vieram pra ficar sumiram do mesmo jeito que apareceram... as que eu achei que nunca conversaria foram as que mais consegui me aproximar. Como diz um personagem de um seriado que eu assisto: "Se não quer que as pessoas lhe machuquem, a melhor coisa a fazer é trancar-se num calabouço e jogar a chave fora" (ou algo parecido). Isso é o que eu faço e sempre tenho feito, o que misantropos sempre costumam fazer, mas as vezes ficamos sem ar dentro do calabouço e precisamos que alguem nos tire de lá.
(caso alguem venha a ler isso, não se assuste com os posts confusos e coisas sem sentidos. Aqui eu exponho meus pensamentos e sensações que vão aparecendo conforme o post e não reviso nada do que escrevi para não modificar o que surgiu naturalmente).

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Paranóia

"Cada coisa que você pensa!". Sempre ouço isso quando penso sobre alguma coisa que pode estar acontecendo ou que eu ache que está acontecendo. Mas o que eu posso fazer se eu realmente acredito naquilo? Digo... por mais absurdo que seja, eu sou capaz de fantasiar tanto que acaba se tornando real pra mim. Sei que não sou o único que passa por essas crises de paranóia e mania de perseguição. Teorias da conspiração, crises de auto estima, crises de paranóia... o que uma única pessoa em especial não faz a gente passar? O pior é que a pessoa não faz nada de mais a não ser ela mesma, e a gente, que gosta da pessoa, acaba fantasiando todas as coisas possíveis e ficando com medo de tomar alguma atitude a respeito sendo que a pessoa provavelmente não sabe o que a gente sente. O que acaba acontecendo é uma onda de desânimo, solidão e insegurança. Eu por exemplo tenho pensado em abandonar planos que tinha feito, decisões que tinha tomado e não tenho ânimo para me esforçar com algo ou então ficar focado em algum objetivo por mais simples que seja. Quando pessoas como eu vão aprender a enfrentar seus próprios medos e seguir tudo aquilo que falam pros outros quando os outros vem pedir conselho? Afinal, falar para alguem que ela deve tirar forças de dentro de si mesma para alcançar os objetivos é a coisa mais fácil que tem. Agora.. sentir e fazer aquilo que a gente fala as vezes parece ser humanamente impossível para nós. Isso é uma coisa que eu chamo de "auto sabotagem". Não adianta ficar na frente de um espelho falando que se ama e que é corajoso sem ao menos sentir que isso tem uma pontinha de verdade, apesar de que até onde eu sei nosso cérebro processa tudo aquilo que a gente fala e pode acabar transformando aquilo em verdade. Uma pessoa infeliz pode ficar feliz só ficando na frente do espelho dizendo que se ama? Talvez. Não sei, não sou psicólogo/psiquiatra pra entender dessas coisas. Pode ser que sim mas eu já cansei de tentar. Tem gente que quando nada da certo, começa a se esforçar o dobro para fazer as coisas darem certo. Eu queria ter essa força de vontade pra correr atrás daquilo que eu acredito e do que eu quero mas infelizmente eu estou no grupo dos que ficam resmungando no canto e não tem a capacidade de levantar o traseiro da cadeira e fazer algo a respeito. Sei que pessoas assim podem mudar, mas como eu digo, as vezes precisamos de um empurrão, precisamos que pelo menos alguma coisa dê certo para que a gente se sinta mais animado. As vezes não basta estar dentro do poço de merda. As vezes somos obrigados a alem de sentar na merda do fundo do poço, pegar ela e esfregar na cara pra sair rindo e fingindo que está tudo bem logo em seguida. Quando se chega nessa fase, nada mais importa. O medo que tinhamos de arriscar continua.. mas arriscamos assim mesmo pois não temos nada a perder. Quando se chega nessa fase e estamos gostando de alguem, mesmo com medo de que a pessoa não nos queira, arriscamos assim mesmo pois até aquele momento ninguem nos quis e apesar de obviamente ficarmos chateados, sabemos como lidar com a situação pq não é nenhuma experiência nova. Uma frase que eu vi num filme que, apesar de ser triste, condiz bastante com a situação: "Quando não se tem nada não se perde nada". Espero um dia não precisar mais usar esse tipo de frase como exemplo e poder contradizer tudo que eu disse acima.

domingo, 14 de junho de 2009

Conflito de idéias.

Um dia me disseram que sorte é pra quem não tem capacidade e eu vi que era verdade. Claro, as vezes precisamos de um pouco de sorte em algumas situações mas não estou falando de situações isoladas. Nunca deseje boa sorte, mas sim boa prova, bom jogo, boa tentativa... mas nunca boa sorte, pois sorte é pra quem não tem capacidade. Mas e quando nós mesmos duvidamos da nossa capacidade? Ou melhor, sabemos que temos capacidade, que somos inteligentes e espertos.. mas não confiamos em nós mesmos? Sabemos que com um pouco de esforço conseguiremos ser realmente bons em algo mas não temos ânimo pra fazer esse esforço e acabamos caindo no comodismo? Afinal, pra que se esforçar sendo que o importante é ficar "na média"? Odeio isso de "ficar na média" mas ultimamente é isso que tem acontecido. Deixamos toda nossa força de vontade, nossa perseverança, nossa auto estima e capacidade nas mãos de outra pessoa e esquecemos que somos muito mais capazes do que imaginamos... e quando vemos alguem inteligente, alguem confiante em si mesmo ficamos chateados pois queríamos ser como aquela pessoa que a gente admira. Dizem que não se deve dar o peixe a alguem, mas sim dar a vara, e mais ainda, ensinar a pessoa a pescar. Mas e quando a pessoa não tem força pra segurar a vara e puxar o peixe? As vezes nos sentimos como um caçador de camaleões no deserto, com um camaleão em especial que nos chama atenção mas não temos coragem de enfrentá-lo mesmo sabendo que as chances são boas. Livros de auto ajuda, psicólogos, experiências próprias nos dizem que devemos enfrentar nossos medos a partir da coragem que existe dentro de nós... mas nem sempre temos força para buscar essa coragem sozinhos. Portanto, apesar de sorte ser pra quem não tem capacidade, as vezes acabamos duvidando de nossa própria capacidade. E é nesse momento que precisamos de sorte. Para superar nossos medos, alem de querer superá-los, temos que ter coragem. E isso não é ninguem que vai nos dar em uma caixa embrulhada com um papel azul e laço vermelho, mas nós que vamos perceber o quanto somos miseráveis e fazer o possível pra mudar essa situação miserável para uma situação melhor onde a gente possa nos sentir melhor e gostar mais da gente mesmo, sem mudar nosso jeito de ser e nosso interior, mas sim de ver o mundo e de pensar. Afinal, o tempo que passamos choramingando poderíamos passar trabalhando naquilo que não gostamos em nós e tentar superar nossos problemas e angústias. Apesar de as vezes não termos força pra isso... isso só depende de nós mesmos...